terça-feira, 30 de junho de 2009

O TABAGISMO E A MULHER


Com a participação cada vez maior no mercado de trabalho a mulher passou a ter mais poder, tanto aquisitivo, quanto de decisão, dentro da própria sociedade, onde já exercia um papel fundamental de modelo de comportamento para seus filhos.
Em decorrência de todas essas mudanças, a mulher tornou-se também um dos alvos prediletos da indústria do tabaco, que passou a divulgar o cigarro como símbolo de emancipação e independência. Isto fez e continua fazendo com que o número de fumantes, principalmente entre o sexo feminino, aumente na América Latina.

No Brasil, em estudo realizado em 1997 entre estudantes de 10 capitais brasileiras, mostrou que, em pelo menos sete capitais, as meninas vêm experimentando cigarros em maior proporção que os meninos. A participação das mulheres no número de fumantes vem aumentando, sobretudo nas faixas etárias mais jovens.A promoção e o marketing de produtos derivados do tabaco junto ao público jovem são essenciais para que a indústria do fumo consiga manter e expandir suas vendas.

O tabaco é a segunda droga mais consumida entre os jovens, no mundo e no Brasil, e isso se deve às facilidades e estímulos para obtenção do produto, entre eles o baixo custo. A isto somam-se a promoção e publicidade, que associam o tabaco às imagens de beleza, sucesso, liberdade, poder, inteligência e outros atributos desejados pelos jovens.

A divulgação dessas idéias ao longo dos anos tornou o hábito de fumar um comportamento socialmente aceitável e até positivo. A prova disso é que 90% começam a fumar antes dos 19 anos de idade. Seduzir os jovens faz parte de uma estratégia adotada por todas as companhias de tabaco visando reabastecer as fileiras daqueles que deixam de fumar ou morrem, por outros consumidores que serão aqueles regulares de amanhã. Nos arquivos secretos oriundos de documentos internos de grandes empresas transnacionais do tabaco, revelados durante ação judicial movida contra elas por estados norte-americanos crianças e jovens são descritos como "reservas de reabastecimento" e um dos principais alvos estratégicos, devendo se tornar dependentes do cigarro ainda cedo.

O tabagismo (ATO DE FUMAR) é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a principal causa de morte evitável em todo o mundo. A OMS estima que um terço da população mundial adulta, isto é, 1 bilhão e 200 milhões de pessoas entre as quais 200 milhões de mulheres, sejam fumantes. O total de mortes devido ao uso do tabaco atingiu a cifra de 4,9 milhões de mortes anuais, o que corresponde a mais de 10 mil mortes por dia.

Caso as atuais tendências de expansão do seu consumo sejam mantidas, esses números aumentarão para 10 milhões de mortes anuais por volta do ano 2030, sendo metade delas em indivíduos em idade produtiva entre 35 e 69 anos. O INCA desenvolve papel importante como Centro Colaborador da OMS para o Programa "Tabaco ou Saúde" na América Latina, cujo objetivo é estimular e apoiar políticas e atividades controle do tabagismo nessa região.

Até algumas décadas atrás, acreditava-se que os efeitos da dependência do tabaco era mais forte nos homens, mas à medida que novas gerações de fumantes foram chegando verificou-se que, as mulheres são igualmente ou mais suscetíveis aos malefícios do fumo, devido às peculiaridades próprias do sexo, como a gestação, o uso da pílula anticoncepcional e terapia hormonal. A mulher fumante tem um risco maior de infertilidade, câncer de colo de útero, menopausa precoce (em média 2 anos antes) e dismenorréia (alterações menstruais).

Tabaco e pílula anticoncepcional:O risco de infarto do miocárdio, embolia pulmonar e tromboflebite em mulheres que usam anticoncepcionais orais e fumam chega a ser dez vezes maior que o das que não fumantes. Calcula-se que o tabagismo seja responsável por 40% dos óbitos nas mulheres com menos de 65 anos e por 10% das mortes por doença coronariana nas mulheres com mais de 65 anos de idade. Uma vez abandonado o cigarro, o risco de doença cardíaca começa a decair. Após 1 ano, o risco reduz à metade, e após 10 anos atinge o mesmo nível daqueles que nunca fumaram. Entre as mulheres que convivem com fumantes, principalmente seus maridos, há um risco 30% maior de desenvolver câncer de pulmão em relação àquelas cujos maridos não fumam.

O Fumo e a gravidez: Fumar durante a gravidez trás sérios riscos. Abortos espontâneos, nascimentos prematuros, bebês de baixo peso, mortes fetais e de recém-nascidos, complicações com a placenta e episódios de hemorragia. A gestante que fuma apresenta mais complicações durante o parto e têm o dobro de chances de ter um bebê de menor peso e comprimento.
Tais problemas se devem, principalmente, aos efeitos do monóxido de carbono e da nicotina exercidos sobre o feto, após a absorção pelo organismo materno.Um único cigarro fumado por uma gestante é capaz de acelerar em poucos minutos, os batimentos cardíacos do feto, devido ao efeito da nicotina sobre o seu aparelho cardiovascular.
Assim, é fácil imaginar a extensão dos danos causados ao feto, com o uso regular de cigarros pela gestante.Os riscos para a gravidez, o parto e a criança não decorrem somente do hábito de fumar da mãe. Quando a gestante é obrigada a viver em ambiente poluído pela fumaça do cigarro (fumante passiva) ela absorve as substâncias tóxicas da fumaça, que pelo sangue passa para o feto. Quando a mãe fuma durante a amamentação, a nicotina passa pelo leite e é absorvida pela criança.

Tabagismo Passivo:Define-se tabagismo passivo como a inalação da fumaça de derivados do tabaco (cigarro, charuto, cigarrilhas, cachimbo e outros produtores de fumaça) por indivíduos não-fumantes, que convivem com fumantes em ambientes fechados e é considerada a 3ª maior causa de morte evitável no mundo, subseqüente ao tabagismo ativo e ao consumo excessivo de álcool.
O ar poluído contém, em média, três vezes mais nicotina e monóxido de carbono, e até cinqüenta vezes mais substâncias cancerígenas do que a fumaça que entra pela boca do fumante depois de passar pelo filtro do cigarro.Fumantes passivos também sofrem os efeitos imediatos tais como, irritação nos olhos, manifestações nasais, tosse, cefaléia, aumento de problemas alérgicos, principalmente das vias respiratórias e aumento dos problemas cardíacos como a elevação da pressão arterial e angina (dor no peito).
Outros efeitos a médio e longo prazo são a redução da capacidade funcional respiratória, aumento do risco de ter aterosclerose , do número de infecções respiratórias e de resfriados e infecções do ouvido médio em crianças. Em bebês existe um risco 5 vezes maior de Síndrome de Morte Súbita e de doenças pulmonares ate 1 ano de idade, proporcionalmente ao numero de fumantes em casa.

PREVINA-SE! Seja CONSCIENTE! Tenha ATITUDE, prolongue seu tempo de vida, cuide de sua SAÚDE e a de seus entes queridos... diga “NÃO” ao tabagismo.

O texto foi elaborado por compilações de diversos artigos da internet, dentre eles o site do INCA.

A SAUDE E A MULHER


Através de grandes lutas, vencendo discriminações de diversos tipos, as mulheres superaram grandes dificuldades. Cada vez mais se abrem novas portas fazendo com que elas adquiram o seu espaço e consigam administrar o seu tempo dividindo-o com a família, trabalho e lazer.

Com isso suas atitudes se tornaram modelo de comportamento para os filhos e pessoas que ao seu lado convivem. Toda mudança de hábitos é bem-vinda e nada melhor que a clareza, sensibilidade e delicadeza de uma mulher para entender e direcionar prioritariamente suas necessidades e também as de um grupo familiar, profissional ou social.

Atualmente a PREVENÇÃO de doenças deixou de ser opção e passou a ser considerado o melhor tipo de atitude a ser tomada.

No Brasil, o CANCER DO COLO DO UTERO está classificado em segundo lugar como a doença que mais mata nossas mulheres depois do Câncer de mama. No entanto apenas com um exame de coleta em lamina você consegue prevenir a doença.

Apenas 20% das nossas mulheres fazem o EXAME PREVENTIVO (Papanicolaou). Nos países escandinavos 95% das mulheres aderiram ao exame e conseguiram erradicar o câncer de colo.

Independente da idade, todas as mulheres que iniciaram atividade sexual, devem fazer o exame. Se não houve iniciação da atividade sexual considera-se idade ideal a partir dos 18 anos. A importância está na conscientização da realização anual do exame.

O sucesso do teste está na possibilidade de detecção do virus
HPV (hoje considerado uma das causas do câncer de colo do útero) e outras doenças que possam ocorrer antes do desenvolvimento do câncer. O exame alem de ser uma maneira de diagnosticar a doença pode determinar o risco de uma mulher vir a desenvolver o câncer.

Para a realização do exame preventivo deve-se considerar alguns cuidados:

1. Não estar menstruada.
2. Abster-se da atividade sexual por 03 dias que antecedem o exame.
3. Não usar cremes, gel, ou lavagem intravaginal por pelo menos 05 dias antes do exame.

O CANCER DE MAMA é uma das principais causas de morte entre nossas mulheres. Ele tem maior incidência nas mulheres entre 45 - 55 anos . Hoje, 70% dos casos de câncer de mama no Brasil, são diagnosticados na fase inicial quando as chances de cura chegam a 97% em 05 anos. Diferente de 20 anos atrás quando se descobria a doença em estágio avançado.


Muitos tumores de mama não dão qualquer sintoma. É importante a mulher estar familiarizada através do AUTO – EXAME com a aparência, sensações, formas e texturas de suas mamas para detectar qualquer alteração. O auto-exame é uma forma da mulher conhecer o seu corpo.

A MAMOGRAFIA é considerada o exame preventivo principal (numero um) na detecção do Câncer de Mama tendo como método diagnóstico complementar quando necessário, a ultrassonografia. Deve ser feita anualmente a partir dos 40 anos de idade, independente do exame clínico ou do auto-exame apresentarem-se normais.

FAÇA SEU EXAME PREVENTIVO GINECOLÓGICO ANUALMENTE e qualquer alteração que note em seu corpo não hesite em procurar o seu médico ginecologista (mesmo que não seja a época do seu preventivo). Ele pode orientar e tirar as suas dúvidas e assim você se sentirá mais segura. O diagnóstico precoce através do exame preventivo anual, as novas terapias e o seguimento adequado aumentam as chances de cura.
PENSE NISSO, TOME ESSA ATITUDE COM CARINHO!!!


sábado, 9 de junho de 2007

GENITOSCOPIA (COLPOSCOPIA)

GENITOSCOPIA ou COLPOSCOPIA é um exame ginecológico de magnificação. É realizada da mesma maneira do exame ginecológico da prevenção com a diferencao de ter o uso de um aparelho chamado COLPOSCÓPIO que permite visualizar imagens em grande aumento (10 a 40 vezes) dos órgãos genitais femininos.

Desta maneira pode-se captar alterações que passam desapercebidas a olho nú no exame ginecológico de rotina. Conforme a área a ser examinada a genitoscopia recebe o nome de Vulvoscopia (vulva), Colposcopia (vagina e colo do útero) e Anuscopia de magnificação (anus).

O exame é indolor e realizado em consultório por um médico ginecologista especializado. Após a colocação do espéculo vaginal são usados alguns reagentes líquidos com o uso de algodão que melhoram a visualização da área a ser examinada pelo aparelho e que facilita a realização do exame. O aparelho não entra em contato direto com a paciente é apenas um instrumento de visualizacao para o médico.

Caso haja alguma evidência de imagens consideradas fora do padrão habitual é realizado durante o próprio exame a retirada de um fragmento de tecido da região comprometida (vulva, colo, vagina ou ânus) que é encaminhado para estudo anátomopatológico. Este procedimento recebe o nome de BIÓPSIA.

A genitoscopia está indicada quando existe alguma alteração no exame preventivo (Papanicolau) , para seguimento ou controle após tratamento de neoplasias intraepiteliais e do câncer do colo do útero , visualizações de lesões sub-clínicas de HPV e outros procedimentos ginecológicos.

Para qualquer exame ginecológico (inclusive a genitoscopia) que necessite de uma avaliação é necessário alguns cuidados:


1. Não estar menstruada. Esperar 3 dias após o término da menstruação para realizar o exame.
2. Abster-se da atividade sexual por 3 dias antes do exame.
3. Não usar cremes, gel ou lavagem intra-vaginal nos 05 dias que precedem a data do exame.

LEMBRE-SE !!!! REALIZE O SEU EXAME PREVENTIVO ANUALMENTE.

sexta-feira, 8 de junho de 2007

HPV (VIRUS PAPILOMA HUMANO)


HPV (sigla em inglês para Human Papiloma Virus) são vírus capazes de induzir lesões de pele ou mucosa. Existem mais de 200 tipos de HPV. Enquanto alguns causam apenas verrugas comuns na mão, em laringe, esôfago ou outra região do corpo, outros infectam preferentemente a região genital do homem e da mulher (vulva, vagina, colo do útero, anus, canal anal e pênis).

O mesmo tipo de lesão verrucosa já existia na época dos egípcios, gregos e romanos e há mais de 20 anos verificou-se que a doença era ocasionada por um vírus e por apresentar forma papilomatosa (tipo couve-flor) recebeu o nome de HPV. Tornou-se importante pela correlação entre a presença do HPV e o aparecimento do câncer de colo de útero e região genital . Não necessariamente, o câncer de colo de útero seja ocasionado somente pelo HPV, temos lesões idênticas que não estão relacionadas com o vírus e que também podem originar o câncer.

Em torno de 90% dos casos a via de transmissão do HPV é sexual, mas tem-se a infecção não-sexual através de fomitos (roupas intimas, toalhas, etc.) e a infecção materno-fetal (gravidez e parto). Por ser um vírus que não se desenvolve em meio de cultura, não se sabe quanto tempo o vírus resiste fora do organismo. Mulheres e crianças sem atividade sexual comprovada também poderão desenvolver a infecção.

Uma das características desse vírus é que ele pode ficar instalado no corpo, dentro da célula, por muito tempo sem se manifestar. No entanto ele pode entrar em atividade, não se sabe de que maneira, em determinadas situações de baixa imunidade influenciada pelo estresse, tabagismo, uso de drogas, alcoolismo, alergias, diabetes, lupus, etc. Verificou-se em 1996 que enquanto se tinha diariamente 80 mil casos novos de AIDS no mundo, havia 1 milhão de infecção pelo HPV.

Os vírus HPV são classificados em tipos de baixo e de alto risco de câncer. Assim, os HPV de tipo 6 e 11, encontrados na maioria das verrugas genitais e parecem não oferecer nenhum risco de progressão para malignidade, apesar de serem encontrados em pequena proporção de tumores malignos. Porém são clinicamente indiferenciáveis das lesões pré-malignas causadas pelo HPV 16 e 18. Os vírus de alto risco (HPV tipos 16, 18, 31, 33, 45, 58 e outros) têm probabilidade maior de persistencia e estar associados a lesões pré-cancerígenas.

O HPV se apresenta na forma clínica e sub-clínica. Na forma clínica ele aparece como verrugas em região genital (condiloma ou “crista de galo”) e geralmente é percebida. Na forma sub-clínica não apresenta sintoma e as alterações nessa fase são microscópicas sendo apenas detectadas através do exame preventivo (Papanicoloau) ou da colposcopia.

Foi lançado no mercado, a vacina contra o HPV. Entretanto a vacinação não substitui a realização de rotina do exame de prevenção do câncer do colo do útero. Nenhuma vacina é 100% efetiva e esta atinge somente os HPV do tipo 6, 11, 16 e 18 não protegendo contra os outros tipos de HPV e de outras lesões que aparecem não relacionadas a esses tipos de vírus.

A vacina tem indicação para mulheres entre 09 e 26 anos de idade, que nunca estiveram em contato com o vírus (sem atividade sexual), sendo administrada em 03 doses (0, 2meses e 6 meses) com proteção de 05 anos.

Em seus estágios iniciais as doenças causadas pelo HPV podem ser tratadas com sucesso em cerca de 90% dos casos, impedindo maiores complicações no futuro. Portanto, a melhor arma contra o HPV é a prevenção anual para se ter o diagnóstico precoce das lesões evitando que se desenvolva o câncer.

FAÇA SEU EXAME PREVENTIVO ANUALMENTE!!!!